Empresas que reaproveitam resíduos de bois e pescados trazem tecnologia da Europa para SC

Empresas que reaproveitam resíduos de bois e pescados trazem tecnologia da Europa para SC

 

Projeto piloto promete melhorar a qualidade da coleta de empresas que transformam resíduos, que seriam desperdiçados, em matéria-prima para indústria

Reciclagem é a atividade de recuperação e revalorização da matéria-prima descartada, que se transforma em um novo produto, retornando ao ciclo de produção. A importância da reciclagem está atrelada ao desenvolvimento sustentável de uma região, não só ao meio ambiente, mas também aos aspectos sociais e econômicos.

Esta alternativa em expansão tem dois exemplos no estado de Santa Catarina. Para contribuir com o mercado de reciclagem as empresas, Marinho, com sede em Camboriú, e Agroforte, nas cidades de Laguna e Biguaçu, reaproveitam toneladas de resíduos bovinos e de peixes que seriam descartados e beneficiam por dia, cerca de 200 e 300 toneladas, respectivamente, de resíduos de proteína animal que iriam parar em aterros sanitários ou lixões.

Para aprimorar a qualidade do produto final do reaproveitamento de resíduos, os Diretores Luiz Leme Júnior e Edson Argenton e o Gerente Industrial, Rodrigo Santos, viajaram para Alemanha, Dinamarca e Portugal, com o objetivo de trocar experiências e buscar a tecnologia de ponta desses países que são referências mundiais, quando o assunto é iniciativas sustentáveis. Uma das ideias é colocar na prática o que foi visto como modelo nesses países que, já no momento da coleta, trabalham com muito cuidado com o objetivo de processar o resíduo com melhor qualidade. Quanto mais rápido e melhor as condições de transporte dos resíduos melhor será o resultado do produto final.

Segundo Luiz Leme, tanto a empresa que reaproveita os resíduos da carne e a que transforma os resíduos de pescados, aqui de Santa Catarina, são muito similares às indústrias de reaproveitamento europeias. “Os equipamentos, o tratamento de gases e efluentes são iguais. Estamos no mesmo caminho dessas grandes empresas que são referências no mundo.” Afirma o Diretor Estadual da Agroforte e Marinho.

De forma consciente e contando com a parceria de açougues, peixarias e mercados públicos, a Marinho e Agroforte transformam todo esse resíduo em farinha, óleo e sebo. Desse insumo 25% é farinha, 5% é óleo e 70% é agua, que a empresa devolve dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes para o meio ambiente.

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