Praias de Santa Catarina são monitoradas pela FATMA

Praias de Santa Catarina são monitoradas pela FATMA

O sexto relatório de qualidade das praias de Santa Catarina durante o Verão, foi emitido pela Fundação do Meio Ambiente (FATMA) na sexta-feira, dia 19 de Janeiro. De acordo com o documento, dos 215 pontos monitorados, 106, que correspondem a 49,3%, estão próprios para banho. As coletas foram feitas entre 15 e 19 deste mês nos municípios de Araranguá, Bal. Arroio do Silva, Bal. Gaivota, Bal. Camboriú, Bal. Piçarras, Bal. Rincão, Barra Velha, Biguaçú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Porto Belo e São José. O relatório completo está no www.fatma.sc.gov.br ou no aplicativo Praias SC, disponível para Android.

Neste final de semana, o jornal Diário Catarinense publicou imagens que o fotógrafo Diorgenes Pandini registrou da Praia de Canasvieiras, em Florianópolis, recebendo líquido escuro do rio, assustando moradores e turistas.

Segundo a FATMA, os resultados ainda são impactados pela grande quantidade de chuva que encharcou o Estado nas duas primeiras semanas de 2018. “Para avaliar um ponto é necessário compilar os dados das cinco últimas análises consecutivas. Então, os índices  deste relatório ainda levam em conta as coletas anteriores, que apresentaram números expressivos de bactérias levadas até o mar por meio das chuvas“, explica o técnico de laboratório, Marlon Daniel da Silva.

De acordo com o sexto relatório, dos 75 pontos avaliados em Florianópolis, 30 (40%) estão próprios para banho. No restante do Litoral, 76 (54,3%) dos locais analisados estão aptos para os banhistas. Em relação ao relatório passado, 35 pontos de Santa Catarina passaram a ser impróprios e seis mudaram para próprios.

Imagens de Diorgenes Pandini

Na internet

Durante a temporada de verão, a FATMA realiza as análises semanalmente. Assim que os resultados são cadastrados no sistema, o site e o aplicativo são atualizados automaticamente. “Indicamos que se observe o histórico do local. Se, na maior parte do tempo está próprio, a chance de estar contaminado é menor que um local que apresenta um histórico impróprio”, explica o gerente de Pesquisa e Análise Ambiental, Oscar João Vasquez Filho.

Como a balneabilidade é feita

Para dizer se um ponto é próprio ou impróprio para banho, a FATMA analisa a presença da bactéria Escherichia Coli, presente em fezes de animais e humanos. São necessárias cinco coletas consecutivas para se obter o resultado. “Começamos a colher as amostras para o início da temporada em 6 de novembro. Quando, em 80% das análises, a quantidade da bactéria é inferior a 800 por 100 mililitros, o ponto é considerado próprio”, Silva. Além da estrutura da fundação, outros dois laboratórios parceiros contribuem para as análises.

Imagens: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense / Reprodução

 

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