Empresa de São João Batista pede poder de Polícia e investe no monitoramento aéreo

Empresa de São João Batista pede poder de Polícia e investe no monitoramento aéreo

Nos últimos três meses, o Rio Tijucas foi filmado e monitorado por um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) – o popular drone. Os executivos da SX Extração contrataram o serviço para a pequena aeronave equipada com câmeras especiais, filmar e fotografar uma determinada região do bairro Colônia Nova Itália, em São João Batista. A medida integra uma série de ações ambientais que a empresa desenvolve na região.

Apostamos em inovação e tecnologia para prevenir desgaste ambiental. Nos últimos três meses, gravamos o trecho do Rio Tijucas exatamente na área que a SX realiza atividades de extração de areia. São cerca de três quilômetros de rio. O objetivo foi e continuará sendo monitorar as margens, mata ciliar, bioma, os efeitos da chuva, ligações clandestinas de esgoto, plantações irregulares, despejo de lixo e outras ações provenientes da intervenção humana“, afirmou André Silva, diretor da empresa. “Assumimos um compromisso de responsabilidade com a natureza, e por isso estamos monitorando este pequeno trecho do Rio Tijucas com vídeos e fotografias de alta resolução. Posteriormente, os dados coletados são enviados para órgãos ambientais competentes“, explica o diretor da SX Extração. A empresa é uma das poucas do Vale do Rio Tijucas a adotar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas-PRAD.

Segundo a assessoria jurídica da empresa, um ofício pedindo Poder de Polícia foi protocolado na Prefeitura de São João Batista para que a SX Extração inicie as análises de desenvolvimento do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas-PRAD. Em Julho de 2017, a Prefeitura de São João Batista suspendeu o Alvará de Funcionamento da SX Extração após denúncias de supostas irregularidades na extração de material do Rio Tijucas. O caso foi levado para a Justiça, pois a Prefeitura de São João Batista afirmava que a SX Extração era responsável por degradar seis pontos do trecho que atua. No entanto, a empresa contestou. As atividades da SX ficaram paralisadas por aproximadamente 140 dias, quando a juíza da Comarca de São João Batista decidiu que a atitude da Prefeitura batistense foi um ato abusivo e ilegal.

Mesmo assim, a empresa SX Extração se dispõe recuperar os trechos degradados apresentados no processo, e para isso, solicita colaboração dos vizinhos: “Queremos cuidar do meio ambiente e precisamos entrar em imóveis que beiram o Rio Tijucas para executar a recuperação das áreas degradadas. Todo o investimento será por nossa conta!“, finaliza André.

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