Indústria 4.0 eleva nível de competitividade de empresas catarinenses

Indústria 4.0 eleva nível de competitividade de empresas catarinenses

Reportagem de Paulo Henrique Gomes

As três primeiras revoluções industriais foram responsáveis por mudanças significativas no processo de produção das empresas ao longo do tempo. Em 1780, o uso de máquinas. Em 1870, a eletricidade e em 1969, a tecnologia da informação, com a automação dos processos, elevou a competição tecnológica e o desenvolvimento econômico da indústria mundial.

Atualmente, o setor industrial passa pela quarta revolução industrial, que é caracterizada por um conjunto de tecnologias que permitem o trabalho em conjunto do mundo físico, digital e biológico. Apesar dos desafios, a implantação da chamada Indústria 4.0 é fundamental para que as empresas do país se mantenham em condições de competir com suas concorrentes estrangeiras.

O setor industrial local é responsável por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado e já vem se adaptando à Indústria 4.0. Segundo o Diretor Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-SC), Jefferson de Oliveira Gomes, o uso de novas tecnologias eleva o grau de competição entre as empresas. “Para essas indústrias serem competitivas, elas têm um grau de aparelhamento tecnológico de bom nível”, afirma.

De acordo com Jefferson de Oliveira Gomes, as organizações catarinenses passam por um processo de adequação à quarta revolução industrial.

Dentro desse nosso setor industrial, o que acontece é que com a Indústria 4.0, o que a gente mais caracteriza nesse mundo de Santa Catarina como Indústria 4.0 é uma possibilidade de conectar equipamentos já preexistentes dentro de um processo para que a fábrica tenha melhor capacidade para tomar decisões”, afirma.

Capacitação

Segundo Jefferson de Oliveira Gomes, a indústria catarinense emprega cerca de 770 mil trabalhadores, sendo que aproximadamente 50% deles possuem mais de 45 anos de idade. O Diretor Regional do SENAI defende que os profissionais que trabalham nas empresas precisam se manter atualizados para atender às demandas da quarta revolução industrial. “A faixa etária dessa indústria é alta – elevada. Significa que a gente precisa urgentemente, já com tanta tecnologia digital e de hardware disponível, de um grande processo de requalificação. Ou seja, existem muitas necessidades acopladas a reformações. Por exemplo, tanto cursos técnicos, novos cursos técnicos, como por exemplo também cursos de curta duração. Para que a pessoa tenha uma renovação na sua capacidade de formação”, disse.

Para o especialista em Desenvolvimento Produtivo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Valdênio Araújo, é necessário implantar com rapidez os novos recursos tecnológicos na cadeia de produção das empresas. “Existe uma agenda conceitual em toda a indústria, já existe esse debate da necessidade de migrar, fazer uma ligação, uma transformação na jornada digital para que a gente coloque essa indústria gradativamente no que a gente chama de conceito da indústria 4.0”.

Para ajudar o Brasil a colocar em prática os avanços tecnológicos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou o estudo “Indústria 4.0 e a digitalização da economia”, que faz parte de uma série de propostas encaminhada aos candidatos à presidência da República para as Eleições 2018.

Segundo a CNI, 48% das grandes empresas brasileiras pretendem investir em tecnologias 4.0, em 2018. Até 2025, os processos relacionados à Indústria 4.0 poderão reduzir custos de manutenção de equipamentos entre 10% e 40%, reduzir o consumo de energia entre 10% e 20% e aumentar a eficiência do trabalho entre 10% e 25%.

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