Santa Catarina ainda preocupa especialista sobre desemprego de jovens

Santa Catarina ainda preocupa especialista sobre desemprego de jovens

Quando se fala em desemprego no Brasil, algumas pessoas podem associar isso a adultos desocupados. No entanto, essa é uma realidade que faz parte da vida de muitos jovens. Para se
ter uma ideia, quase 7 milhões de pessoas com idades entre 18 e 24 anos não trabalham e nem estudam, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em Santa Catarina, por exemplo, o índice não é tão alto como em outros estados. Entre os catarinenses, a taxa de jovens desempregados chega a 14%. Já no Amapá, esse número
ultrapassa 47%. Apesar desse cenário da região sul do País, o número ainda deixa uma reflexão para a qualidade do Ensino Básico brasileiro.

Pensando no lado da educação profissional desses jovens, o gerente de educação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Santa Catarina, Fernando Pitt, considera esse quesito a chave de acesso para o jovem no mercado de trabalho.

“Eu acho que hoje, no Brasil, a gente precisaria repensar a forma de estar educando o nosso jovem. Passando necessariamente por uma educação profissional, porque é a qual vai qualificar
esse jovem para o mercado de trabalho. Nesse mercado ele consegue desenvolver competências para entrar na faculdade depois”, analisa.

Cursos desde a adolescência

Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acreditam que a educação é a base para a competitividade. É com esse intuito que Vinícius Nunes, de 18 anos, organiza a rotina desde os 14, quando ele fez o primeiro curso técnico em Automação Industrial. Ao mesmo tempo, ele estudava no Ensino Médio e não parou por aí. Atualmente, ele cursa Engenharia Elétrica e faz um curso técnico em informática pelo SENAI de Tubarão-SC.

Desde cedo, do 1º ano do Ensino Médio, já começar com essa rotina de participar de cursos, facilitou para que hoje, cinco anos depois, eu consiga fazer essa rotina de três períodos. Futuramente, para o mercado de trabalho vai facilitar muito a minha vida, até pelo fato de estar acostumado com isso mesmo”, conta.

O esforço de Vinícius é um ponto fora da curva quando se trata do desemprego de jovens. A educação que ele adquiriu e continua adquirindo vai de encontro com o que a opinião do professor e pesquisador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), Jairo Eduardo Borges Andrade. “O que nós estamos chamando aqui de boa educação, é tornar o indivíduo capaz de aprender novas coisas. Não é só tornar o indivíduo capaz de fazer as coisas que precisam ser feitas agora no mercado trabalho, porque se a gente vai por aí, rapidamente o sujeito vai ficar defasado”, afirma.

O especialista ainda reforça a ideia da educação brasileira prezar pelo estudo contínuo. “O que a gente tem que investir é num aprendizado que permita o indivíduo aprender novas”, completa Jairo.

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